🎓 Por que proteger o preço? — o argumento, em 2 minutos
A teoria clássica de finanças (Modigliani & Miller) diz que, num mundo
perfeito, fazer hedge não criaria valor — o investidor faria sozinho. Mas a fazenda não vive num
mundo perfeito, e é exatamente nas imperfeições que a proteção de preço vira dinheiro:
Sobreviver custa caro. Quebra de caixa interrompe plantio, trava crédito e queima
patrimônio. Reduzir a chance do desastre vale mais do que o prêmio pago pela proteção.
Vantagem de execução. O produtor sozinho não acessa ICE, B3 e câmbio com o custo,
a margem e a informação de quem opera todo dia — a mesa acessa. Proteger via mesa sai mais
barato e melhor do que na mão.
Caixa previsível planta a próxima safra. Fluxo protegido garante insumo comprado na
hora certa, sem depender de crédito caro no aperto.
Menos susto, melhor crédito. Quem mostra receita protegida negocia juro e limite
melhores — o banco também odeia surpresa.
Informação assimétrica. Quem está dentro da operação protege melhor do que quem vê
de fora — por isso a régua desta tela existe.
As três ferramentas da proteção — e onde vivem na Linde:
Hedge completo (futuros, termo, fixação): trava o preço e abre mão da alta —
é a fixação dos seus contratos, acompanhada no Contratos.
Seguro (opções e estruturas): paga-se um prêmio para cortar só o lado ruim —
simule no Linde Derivativos antes de assinar.
Diversificação (a carteira inteira): commodities, dólar e renda fixa não caem
juntos — é o que esta tela mede com VaR, correlação e o "e se…".
Conceitos da literatura clássica de gestão de
riscos corporativos (Modigliani-Miller e as imperfeições de mercado), aplicados ao agro pela mesa
Linde. Conteúdo educacional — não é recomendação de investimento.
A sua carteira, com o risco na mesa
Monte a carteira inteira — ações da B3, opções da B3 sobre ação (call e put), dólar, as suas commodities
(algodão, soja, milho, café, açúcar) e a renda fixa (CDB, Tesouro, CRA, CRI, LCA, LCI, debênture) —
e o sistema mede o que ninguém mostra junto: quanto dá para perder num dia ruim
(VaR), como cada ativo conversa com os outros, e o que acontece se você tirar ou trocar
uma peça. Metodologia: VaR paramétrico (1,65σ · 95%) e simulação histórica com 252 pregões,
agregados pela correlação, mais o Motor Linde — simulação histórica filtrada pela volatilidade
do dia (EWMA), reamostragem por dia inteiro para 5 e 10 dias, perda média além do VaR (ES),
contribuição de cada ativo e backtest de Kupiec. Cenários de estresse, ordens simuladas e a
posição líquida de cada lote descontando corretagem, bolsa e impostos.
Cada lote entra na carteira aberta (escolha ou crie uma no cartão abaixo) e salva sozinho na tua conta (Mac, celular e a boleta do MarketView).
Posição vendida entra com o sinal invertido — o teu hedge de algodão vira proteção de verdade na conta.
Pode adicionar vários lotes do mesmo ativo (cada um com a sua data e o seu preço de entrada): o resultado é lote a lote e o risco é do líquido.
Onde vejo os preços ao vivo? Tesouro Direto: aqui mesmo — o
catálogo acima puxa a lista OFICIAL com taxa e PU (marcação 9h30–18h em dia útil; o Reserva marca 24×7).
CRA · CRI · debênture: mercado secundário marca na Anbima Data (data.anbima.com.br) e no
debentures.com.br, sempre D+1 — intraday só na tela da tua corretora. CDB · LCA · LCI: emissão
bancária, sem mercado público — o preço é o da tua nota.
Carteira aberta—
Todas as carteiras:
Cada carteira fica na tua conta (Mac, celular e a boleta do MarketView). O que você adiciona ali em cima entra na carteira aberta e salva sozinho. Clique no nome para abrir. Marque 2 ou mais para comparar — todas a preço de hoje, mesmas séries, mesmo motor.
Nenhum ativo ainda — adicione o primeiro ali em cima. Sugestão de primeiro teste: uma ação + a tua posição de algodão vendida.
O retrato de agora
—
Motor Linde
Simulação histórica filtrada: a forma dos dias é a história real (cauda gorda, vendida, correlação de verdade); o tamanho é o regime de hoje (EWMA λ=0,94). Horizontes de 1, 5 e 10 dias úteis (du) por bootstrap de dias inteiros. ES, contribuição de cada ativo e backtest de Kupiec. Ao lado, os dois métodos da prova, para conferir. Fase 3: algodão físico decomposto em ICE · câmbio · basis — o que o hedge de futuro cobre e o que sobra.
Ativo a ativo
Desmarque “na conta” para simular a carteira sem o ativo — o efeito aparece
em cima, na hora. O × remove de vez.
Ordens simuladas · executam quando a cotação cruza o gatilho, com esta página aberta
Comprar, vender, stop loss, stop gain e fixação, com validade (a mercado, dia, até a data, por horas ou até cancelar). É um simulador: nada vai à corretora — a ordem executa aqui, na carteira aberta, vira lote ou encerra lotes, e o resultado realizado fica no histórico.
Cenários de estresse
Choques que você escolhe (bolsa, dólar, NY, grãos, softs, B3, juros, vol) aplicados à carteira de agora — e o pior que a história recente fez com ela. Não é previsão: é a régua do "e se".
Quem anda com quem — correlação (252 pregões)
Perto de +1: sobem e caem juntos (diversifica pouco). Perto de −1: um protege o outro.
A carteira de hoje nos últimos 12 meses
Cenário: se a carteira DE AGORA tivesse atravessado os últimos 252 pregões.
A carteira em gráficos
Os ativos lado a lado, a composição de hoje, quanto sobra se liquidar tudo e as carteiras salvas na mesma régua.
São os mesmos números da tabela «Ativo a ativo», da «Posição líquida» e do retrato — só mudam de forma. O período vale para os quatro.
Os ativos lado a lado — base 100
—
Composição da carteira hoje
Por classe e por ativo, em valor de mercado de hoje (o MTM da tabela). A fatia é sobre a exposição bruta (Σ|instrumento|): vendido pesa no risco tanto quanto comprado, por isso a régua é a bruta — o MTM líquido fica dito ao lado.
Se eu liquidar tudo hoje
Lote a lote: o que entra (ou sai) ao último preço, os custos, o IR e o que sobra — a conta da «Posição líquida», somada.
As carteiras lado a lado
—
Gráfico do ativo — as ferramentas que o mercado olha
Candle, volume, médias móveis, banda, mediana e reta de tendência, no ativo que você escolher.
Serve para ler o que o preço fez. Nenhuma dessas linhas prevê o que ele vai fazer — e a reta de
tendência vem com o R², que diz o quanto ela explica (perto de zero: enfeite).
escolha um ativo e clique em ver gráfico.
Simulador · CDB, LCI, LCA, Tesouro e poupança
A única comparação honesta é o líquido no bolso, no mesmo prazo e com o mesmo dinheiro.
"110% do CDI" e "90% do CDI" são réguas diferentes: o CDB paga IR e a LCI não, e o IR muda com o prazo.
Aqui tudo passa pelo mesmo filtro — IOF dos 30 primeiros dias, IR regressivo,
custódia da B3 no Tesouro e o aniversário da poupança.
Papel
Taxa
Bruto
IOF
IR
Custódia
Líquido
% a.a. líquido
Fontes: IR regressivo — Lei 11.033/2004 · IOF — Decreto 6.306/2007, Anexo I ·
isenção de LCI/LCA/CRI/CRA — Lei 11.033/2004 art. 3º · debênture incentivada — Lei 12.431/2011 ·
custódia B3 do Tesouro Direto 0,20% a.a. · curva DI — B3, vértices DI1F de hoje.
É régua, não promessa: a curva DI é a expectativa do mercado hoje, não o CDI que vai acontecer.
Como a conta é feita — retornos diários de ~252 pregões por ativo
(ações: B3 via brapi, ~15 min; dólar: AwesomeAPI; algodão futuro: liquidações ICE do duto Linde em ¢/lb
ao câmbio de hoje — só fator ICE, o futuro liquida em US$; algodão físico: praça IMEA/AIBA). VaR paramétrico: MTM × 1,65σ (95%) e 2,33σ (99%), horizonte de 1 dia útil.
VaR histórico: os 252 cenários de ΔMTM ordenados, corte no percentil (simulação histórica).
Carteira: os cenários somam ativo a ativo ANTES do corte — a correlação entra sozinha,
como na agregação √(V′CV). Beta contra BOVA11. Posição vendida inverte o sinal do cenário.
Renda fixa: pós-CDI entra com risco de mercado ~zero (o risco de crédito é outra
conversa); prefixado e IPCA+ usam a régua de vol por prazo dos manuais (63du 0,30% ·
126du 0,50% · 252du 0,90% a.d., IPCA+ ×1,3) e agregam por √(V′CV) com ρ=0,9 entre si e
zero contra o mercado — premissas visíveis, não promessas. Motor Linde (fase 1): cada retorno passado é dividido pela vol EWMA (λ=0,94) daquele dia e multiplicado pela vol de hoje — a forma do dia é histórica, o tamanho é de agora; VaR e ES no percentil dos cenários, medidos da média (convenção da prova); 5 e 10 du por bootstrap de dias inteiros (correlação preservada); contribuição de cada ativo por Euler sobre a cauda (a soma fecha no ES); backtest de Kupiec fora da amostra quando há história (≥ 252 + 40 dias), senão em amostra — e dito. Dia sem preço em algum ativo fica fora dos cenários. A semente do EWMA usa os 20 primeiros dias (o único olhar adiante, só na aquecida). Guardas da v2: σt tem piso de 10% da vol amostral e |z| ≤ 6 — série parada com tick esparso não vira cenário absurdo (e um trecho congelado dentro da janela puxa o ES para cima, conservador por desenho); retorno inválido (∞, vazio) fica fora; séries de tamanhos diferentes alinham pelo fim; a vol de cada ativo é calculada na sua própria série. Para o motor, a história vai até ~420 pregões (ações; commodities ~270) — os números da prova seguem em 252.
Fase 3 — algodão físico: o preço da praça é NY + basis (¢/lb) virado para R$/@ pelo câmbio; a posição vira duas pernas no motor com a MESMA série do futuro — ICE (notional na paridade) e câmbio (notional no preço da praça) — e o hedge de futuro neta sozinho. O basis (B = P/(câmbio×0,330693) − ICE) não tem história nas fontes (IMEA/AIBA publicam só o último print; coleta diária desde 28/08/2026, sem backfill): entra como bloco paramétrico com premissa rotulada (piso = dispersão entre praças, editável no formulário), juntado em quadratura (ρ=0) como a renda fixa; com 60 prints válidos passa a σ medido ao horizonte (variações de ≥5 du entre prints — o índice físico é defasado, basis diário é ruído) e com 120 vira perna do motor com ponte √k. Nunca ffill do preço da praça: print repetido não é retorno zero. Na tabela da prova o físico é uma linha (paridade do dia ao nível da praça, sem basis); os fatores ficam no bloco do motor.
Opções B3 (sobre ação): séries, strike (já ajustado pelos proventos), vencimento, fechamento e compra/venda do fechamento pela brapi (fim de dia); último negócio do pregão pela B3 (~15 min); juro pelo DI1 da B3 no prazo. Marcação: negócio de hoje → mercado; sem negócio hoje → Black-Scholes com a vol implícita do último negócio; sem negócio nenhum → Black-Scholes com a vol histórica do objeto — e a tela diz qual. No risco a opção não é linear: cada cenário do objeto (os mesmos retornos históricos e a mesma filtragem EWMA) reprecifica a opção inteira com a mesma σ e o prazo andando; 5 e 10 du somam os retornos do objeto e reavaliam uma vez; o backtest reavalia dia a dia. Régua da perda: na opção, a partir do valor de hoje (VaR = −quantil da variação do prêmio; ES = −média da cauda), com teto no prêmio de hoje da titular; nas pernas lineares, a partir da média (convenção da prova); na carteira mista desconta-se só a média das lineares. Horizonte que alcança o vencimento: a opção vale o intrínseco no vencimento (o objeto anda só até lá) e a tela avisa. Série que a brapi não acha (ou não identifica pelo strike) e a B3 não confirma fica fora do VaR, avisada — «não encontrada» ou «não identificada (strike?)», nunca «não existe»; se a B3 confirma a série, o strike de hoje vem dela. Falha temporária da fonte é dita como tal e a página tenta de novo sozinha a cada 2 min. A página não espera as opções: calcula o resto e completa quando elas chegam. Opção vencida vale o intrínseco e sai do risco.
Proventos e eventos (ação, unit, FII, BDR da B3): a série de preço é o close da brapi (nunca o ajustado por dividendo — o dia "ex" do provento aparece como queda, que é o que a ação passa a valer). A brapi reescreve esse close por desdobramento, grupamento e bonificação na maioria dos papéis, mas não em todos (medido em 03/10/2026: a ITSA4 e a KLBN11 ficaram sem reescrever as bonificações); cada evento é conferido na própria série e, onde não foi reescrito, os fechamentos de antes dele são divididos pelo fator nos retornos do VaR e no gráfico — sem salto falso no dia "ex". A posição segue a quantidade de verdade: 1.000 ações compradas antes de uma bonificação de 1,125 são 1.125 hoje (fechamento cru × quantidade daquele dia = close da brapi × quantidade de hoje). Os proventos entram em caixa na Posição líquida ("+ proventos recebidos", "− IR retido no JCP" e a lista) e à parte nas Encerradas: data-com dentro da posse (regra da B3: recebe quem tem a ação no fim do pregão da data-com — comprou até ela e vendeu depois), contados a partir do "ex", pela quantidade daquele dia; dividendo e rendimento de FII isentos (pessoa física — no dividendo, desde 01/01/2026 a Lei 15.270/2025 retém 10% sobre o total do mês quando a mesma empresa paga mais de R$ 50 mil à mesma pessoa física, e essa retenção não é descontada aqui), JCP líquido de 15% (crédito até 31/12/2025) ou 17,5% (desde 01/01/2026, LC 224/2025); "rendimento" de ação, BDR e outros rótulos: o valor que a fonte informa, sem IR calculado (e dito); vendido paga ao doador. VaR e estresse não usam provento — olham para frente; o que muda neles é a exposição, que passa a ser a quantidade de hoje, e o retorno do dia "ex" de evento não reescrito (acima). Na tabela, a linha do papel com vários lotes soma a quantidade de hoje (lote de antes do evento conta o que vale hoje), e o P&L de entrada é só de preço — os proventos aparecem ao lado ("+ prov.") e no cartão, fora do número.
Nada aqui é recomendação — é régua para a SUA decisão.
Linde Risco · dados públicos com atraso (~15 min B3) · VaR é estimativa estatística,
não promessa — dias de estresse quebram réguas. Uso interno da mesa Linde e clientes convidados.